As pontas soltas de WandaVision finalmente começam a se conectar. Durante o evento Disney Upfront, realizado nesta terça-feira (12), a Marvel Studios puxou a cortina da sua próxima grande aposta para a série desse ano. E o que foi mostrado provou que o estúdio quer explorar as cicatrizes emocionais dos seus personagens muito além das grandes batalhas intergalácticas.
O primeiro trailer de Vision Quest não apenas cravou o mês de outubro de 2026 para o retorno do sintozóide vivido por Paul Bettany, como confirmou a introdução do Filho do Visão. A aparição do personagem estabelece uma expansão direta da complexa (e trágica) mitologia familiar que Wanda Maximoff deixou para trás.

Menos armadura, mais vulnerabilidade
No comando do projeto está Terry Matalas, que atua como criador, showrunner e diretor. A principal decisão criativa da equipe, que pegou muita gente de surpresa, foi trazer as contrapartes robóticas em suas “versões humanas”.
Embora a escolha tenha surgido como uma estratégia de produção para controle de custos com efeitos visuais, o impacto narrativo é imediato. James Spader volta a encarnar o aterrorizante Ultron, mas despojado de sua carcaça de adamantium. Retirar o escudo de metal e colocar personagens ultratecnológicos em corpos de carne e osso os obriga a operar na vulnerabilidade.
O fantasma de Tony Stark assombra a Fase 6
Além da dinâmica entre Visão e Ultron, a escalação do elenco escancara que a tecnologia de Tony Stark ainda respira no Universo Cinematográfico Marvel — mas agora, com rostos físicos.
A série decidiu materializar os famosos sistemas operacionais em avatares reais. Emily Hampshire (de Schitt’s Creek) assume o papel de E.D.I.T.H., a implacável rede de segurança vista em Homem-Aranha: Longe de Casa. Orla Brady materializa a interface Sexta-Feira, enquanto T’nia Miller interpreta Jocasta. Para completar o tabuleiro, Todd Stashwick chega como Paladino.
É um conceito fascinante para a Fase Seis: softwares altamente avançados tentando entender a própria existência e o legado de seus criadores.
O fandom da Marvel acendeu o sinal verde imediatamente nas redes sociais. A chegada do Filho do Visão era uma das teorias mais antigas circulando no Reddit, vista como o passo natural para justificar a jornada solitária do protagonista pós-Westview.
Por outro lado, o conceito de um “Ultron Humano” gerou debates quentes. Uma parcela dos fãs estranhou a ideia de ver a IA genocida em formato orgânico. No entanto, o consenso que começa a se formar é de puro otimismo em relação a James Spader: permitir que o ator use suas próprias expressões faciais e microexpressões para entregar o sadismo e o sarcasmo do vilão pode render momentos de tensão muito superiores aos do filme de 2015.
Fonte Omelete
