O anúncio de um novo filme de Resident Evil reacendeu a curiosidade dos fãs que há anos pedem uma adaptação mais próxima dos jogos. Em entrevista recente, publicada em 20 de setembro de 2025, o produtor da franquia confirmou que a próxima produção pretende seguir justamente esse caminho: recuperar o clima de suspense e terror que marcou os títulos clássicos da Capcom e que muitos jogadores sentem falta quando lembram das versões anteriores para o cinema.
Segundo ele, a ideia é resgatar a essência que transformou Resident Evil em referência no gênero survival horror. Isso significa apostar mais na tensão psicológica, em cenários fechados e na sensação constante de sobrevivência, elementos que fizeram os primeiros jogos conquistarem fãs ao redor do mundo. Para quem cresceu explorando corredores escuros com poucos recursos e decisões difíceis a cada passo, a promessa soa como um retorno às origens.
O que Zach quer é que o público tenha a mesma experiência que ele teve jogando os jogos, porque ele adora os jogos
Ele diz que existe uma sensação específica que você tem quando está prestes a entrar em uma determinada área, com recursos limitados e sem querer entrar, mas sabendo que precisa, detalhou Roy Lee
A trajetória da franquia ajuda a explicar por que esse anúncio gera tanta expectativa. Resident Evil nasceu nos videogames em 1996 e já ultrapassou a marca de 150 milhões de cópias vendidas globalmente. Nos cinemas, a série começou em 2002 e ganhou seis filmes principais estrelados por Milla Jovovich entre 2002 e 2016, acumulando mais de US$ 1,2 bilhão em bilheteria. Apesar do sucesso comercial, parte do público sempre apontou diferenças significativas entre os filmes e o material original, o que alimentou debates constantes nas comunidades de fãs.
Em 2021, o reboot “Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City” tentou se aproximar da história dos primeiros jogos, especialmente “Resident Evil” (1996) e “Resident Evil 2” (1998). A proposta dividiu opiniões e não alcançou os resultados esperados nas bilheterias, mostrando como equilibrar fidelidade e inovação ainda é um desafio para a franquia nas telonas.
Enquanto isso, nos videogames, a Capcom tem apostado em um retorno às raízes do terror. “Resident Evil 7: Biohazard”, lançado em 2017, trouxe novamente o medo como foco central, seguido por “Resident Evil Village” em 2021. Os remakes de “Resident Evil 2” (2019), “Resident Evil 3” (2020) e “Resident Evil 4” (2023) também reforçaram essa direção, agradando tanto veteranos quanto novos jogadores.
Por enquanto, detalhes como elenco, direção e data de estreia ainda não foram divulgados, o que mantém o projeto cercado de expectativa. Para quem acompanha a série há anos, a promessa de um filme mais fiel aos jogos reacende a esperança de ver nas telas aquele mesmo frio na espinha que marcou tantas noites diante do controle. Agora resta aguardar os próximos anúncios e torcer para que a adaptação consiga equilibrar nostalgia e novidade, entregando uma experiência que agrade tanto fãs antigos quanto quem está chegando agora ao universo de Resident Evil.
