Crítica de Vingadores: Ultimato — Encore
Sete anos depois de seu lançamento original, Vingadores: Ultimato continua sendo uma experiência absurda no cinema.
É interessante voltar para a sala escura sabendo exatamente o que vai acontecer e, mesmo assim, sentir novamente aquela expectativa antes dos grandes momentos. A versão Encore não muda aquilo que fez o filme funcionar em 2019, mas oferece uma nova oportunidade de assistir a um dos maiores eventos do Universo Cinematográfico da Marvel na tela grande.
E isso faz diferença.
Ultimato foi construído para ser visto no cinema, com uma sala cheia de fãs reagindo aos mesmos momentos. Rever o longa tantos anos depois deixa claro que boa parte de sua força continua intacta.
Um verdadeiro encerramento de uma era
Vingadores: Ultimato funciona porque não parece simplesmente mais um capítulo do MCU.
Existe um sentimento de conclusão durante praticamente todo o filme.
Depois das consequências de Vingadores: Guerra Infinita, os heróis estão derrotados emocionalmente. Thanos venceu, metade da vida no universo desapareceu e os Vingadores precisam lidar com algo que não conseguiram impedir.
Por isso, o começo possui um tom muito mais sombrio.
O filme permite que seus personagens sofram e mostra como cada um tenta continuar vivendo depois de uma derrota gigantesca.
Essa escolha é importante porque faz com que tudo aquilo que acontece depois tenha muito mais peso.
Não estamos acompanhando heróis tentando impedir o fim do mundo.
Estamos acompanhando pessoas tentando descobrir se ainda existe alguma maneira de corrigir aquilo que já aconteceu.
O roteiro consegue dar espaço para seus personagens
Com tantos heróis envolvidos, seria muito fácil transformar Ultimato em uma bagunça.
Mas o roteiro consegue organizar muito bem seus personagens.
Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Viúva Negra, Hulk, Gavião Arqueiro e os demais membros da equipe recebem momentos importantes dentro da história.
Nem todos possuem o mesmo tempo de tela, obviamente, mas existe uma preocupação em fechar jornadas que começaram muitos anos antes.
Essa é uma das maiores forças do filme.
Ultimato não funciona apenas porque tem muita ação.
Ele funciona porque conhecemos esses personagens.
Passamos vários filmes acompanhando suas derrotas, vitórias, amizades e conflitos. Quando chega a hora de encerrar algumas dessas histórias, existe uma ligação emocional que dificilmente seria possível em uma produção isolada.
Capitão América, Thor e Homem de Ferro continuam roubando a cena
Mesmo sabendo tudo que vai acontecer, existem momentos que continuam sendo muito bons de assistir.
Capitão América, Thor e Homem de Ferro são responsáveis por algumas das melhores sequências do filme.
Steve Rogers chega ao fim de uma longa jornada como líder dos Vingadores. Thor enfrenta seus próprios problemas depois de não conseguir impedir a vitória de Thanos. Já Tony Stark precisa decidir até onde está disposto a ir depois de finalmente construir uma vida longe das batalhas.
São três personagens completamente diferentes.
E cada um recebe momentos que ficaram marcados na história do MCU.
O mais divertido de rever Ultimato no cinema é justamente esperar por essas cenas.
Você sabe que elas estão chegando.
Sabe exatamente o que vai acontecer.
Mesmo assim, existe aquela ansiedade para ver tudo novamente na tela grande.
Thanos continua sendo um vilão incrível
Thanos ainda funciona muito bem.
O Titã Louco já havia recebido grande destaque em Guerra Infinita, mas continua sendo uma presença ameaçadora em Ultimato.
Josh Brolin consegue transmitir uma enorme sensação de poder mesmo quando o personagem simplesmente está conversando.
Quando Thanos entra em combate, essa presença aumenta ainda mais.
Ele não parece apenas mais um vilão esperando os heróis encontrarem uma maneira de derrotá-lo. Existe a sensação de que enfrentar Thanos realmente pode terminar muito mal.
Seu exército também ajuda a aumentar a escala da ameaça.
Quando o terceiro ato começa, fica claro que aquela não será apenas mais uma luta.
É a batalha que encerra toda uma era do MCU.
O terceiro ato continua sendo espetacular
Para mim, o terceiro ato continua sendo o grande destaque de Vingadores: Ultimato.
É praticamente uma sequência de momentos criados para fazer o fã querer levantar da poltrona.
E o mais impressionante é que ainda funciona.
Mesmo sabendo exatamente quem vai aparecer, o que cada personagem vai fazer e como a batalha termina, ainda existe aquele sentimento de:
“CARACA!”
A escala é enorme.
Heróis que acompanhamos durante anos finalmente dividem o mesmo campo de batalha, enquanto Thanos e seu exército representam a maior ameaça enfrentada pelos Vingadores até aquele momento.
É fan service?
Claro que é.
Mas é fan service construído durante mais de dez anos.
Existe uma diferença enorme entre colocar uma referência na tela apenas para gerar aplausos e entregar momentos que são consequência de histórias que o público acompanhou por vários filmes.
Ultimato entende isso.
A trilha sonora deixa tudo ainda mais épico
E não dá para falar desses momentos sem mencionar a trilha sonora.
Alan Silvestri simplesmente entrega uma trilha do caramba.
As músicas conseguem tornar as cenas emocionais ainda mais fortes e elevar completamente as grandes sequências de ação.
Existem momentos em que basta a trilha começar para quem conhece o filme saber exatamente o que está chegando.
O tema dos Vingadores já era marcante antes de Ultimato, mas aqui ele alcança outro nível.
Assistir novamente no cinema, com um sistema de som grande, ajuda bastante a perceber como a música é parte fundamental da experiência.
A batalha final não teria o mesmo impacto sem ela.
Os efeitos visuais continuam impressionantes
Depois de sete anos, os efeitos visuais de Vingadores: Ultimato ainda funcionam muito bem.
Claro que algumas cenas envelheceram melhor do que outras.
Mas, considerando a quantidade absurda de personagens, criaturas, cenários digitais e efeitos presentes no terceiro ato, o resultado continua impressionante.
Thanos ainda é um dos personagens digitais mais convincentes do MCU.
A expressão facial, os movimentos e a integração de Josh Brolin com o personagem funcionam muito bem.
E é justamente na tela grande que a escala da batalha final volta a impressionar.
Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.
Mesmo assim, é fácil entender a ação e acompanhar os personagens mais importantes.
Rever no cinema é diferente de assistir em casa
Talvez essa seja a principal razão para assistir Vingadores: Ultimato — Encore.
Muita gente já reviu Ultimato várias vezes em casa.
Mas não é exatamente a mesma experiência.
Esse é um filme que depende muito da escala.
O som, a tela e principalmente a reação do público ajudam a tornar algumas cenas maiores.
Existe também um lado nostálgico.
Sete anos se passaram desde o lançamento original, e muita coisa mudou dentro do MCU desde então. Voltar para Ultimato é quase retornar a um momento específico da Marvel, quando várias histórias construídas desde o primeiro Homem de Ferro finalmente chegaram ao mesmo ponto.
Para quem acompanhava o MCU naquela época, é difícil não sentir alguma coisa.
O que muda em Vingadores: Ultimato — Encore?
A grande novidade está no conteúdo adicional.
Vingadores: Ultimato — Encore traz quatro cenas novas ligadas ao futuro do MCU e aos acontecimentos de Vingadores: Doomsday.
Não vou revelar aqui exatamente o que acontece em cada uma delas.
Parte da diversão está justamente em chegar ao cinema e descobrir.
Mas posso dizer que essas cenas não estão ali apenas como material aleatório ou cenas deletadas recuperadas da versão de 2019.
Existe uma intenção clara de criar uma ponte entre o encerramento da Saga do Infinito e aquilo que a Marvel prepara para seu próximo grande encontro dos Vingadores.
E algumas dessas novidades são bastante surpreendentes.
As cenas extras valem a pena?
Isso depende bastante do motivo pelo qual você pretende voltar ao cinema.
Se você espera uma versão completamente diferente de Vingadores: Ultimato, não é isso que Encore oferece.
O filme continua sendo essencialmente o mesmo.
O conteúdo novo funciona como um bônus.
Para quem acompanha de perto o MCU, porém, essas cenas possuem mais importância porque apontam diretamente para Vingadores: Doomsday e levantam novas perguntas sobre o futuro desse universo.
Nesse sentido, achei uma adição divertida.
Elas também deixam uma sensação curiosa: Ultimato originalmente parecia fechar uma enorme história, enquanto Encore transforma parte desse encerramento em uma ponte para outra.
É o fim de uma era abrindo espaço para uma nova ameaça.
A versão Encore também mostra o tamanho de Ultimato
Existe ainda algo curioso sobre esse relançamento.
Poucos filmes de super-heróis conseguiriam retornar aos cinemas sete anos depois e ainda transmitir sensação de evento.
Ultimato consegue.
Isso mostra o impacto que o filme teve para o público e para o próprio MCU.
Foram anos construindo aquele encontro.
Hoje conhecemos cada surpresa, cada entrada de personagem e cada grande momento. Mesmo assim, quando as luzes se apagam e o filme começa, é fácil entrar novamente naquela história.
Esse talvez seja o maior elogio que posso fazer ao relançamento.
Ele não depende apenas da nostalgia. O filme ainda funciona.
Vingadores: Ultimato — Encore vale a pena no cinema?
Sim, principalmente para quem é fã do MCU e quer viver novamente essa experiência na tela grande.
A história continua emocionante, Thanos continua sendo um excelente vilão e os principais heróis ainda possuem momentos inesquecíveis.
O terceiro ato permanece espetacular.
A trilha sonora continua incrível.
E as cenas adicionais oferecem uma novidade interessante para quem está acompanhando o caminho até Vingadores: Doomsday.
É claro que estamos falando de um filme com mais de três horas que provavelmente muita gente já assistiu diversas vezes.
Por isso, quem não tem interesse no material novo ou não sente vontade de rever Ultimato no cinema pode não encontrar tantos motivos para retornar.
Mas para os fãs?
É difícil resistir.
Sinopse de Vingadores: Ultimato — Encore
Depois das consequências devastadoras provocadas por Thanos, os Vingadores sobreviventes precisam encontrar uma maneira de seguir em frente.
Quando surge uma possibilidade de reverter aquilo que aconteceu, os heróis se reúnem para uma última missão capaz de decidir o destino de todo o universo.
A versão Encore mantém a história do filme lançado originalmente em 2019 e acrescenta novo conteúdo ligado ao futuro do Universo Cinematográfico da Marvel.
Ficha técnica de Vingadores: Ultimato — Encore
Título: Vingadores: Ultimato — Encore
Título original: Avengers: Endgame Encore
Direção: Anthony Russo e Joe Russo
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely
Gêneros: Ação, Aventura e Ficção Científica
Duração: aproximadamente 3h05
Produção: Marvel Studios
Distribuição: Walt Disney Studios
Estreia da versão original: 2019
Relançamento Encore no Brasil: 24 de setembro de 2026
Classificação indicativa: 14 anos
Elenco principal
- Robert Downey Jr. como Tony Stark / Homem de Ferro
- Chris Evans como Steve Rogers / Capitão América
- Chris Hemsworth como Thor
- Mark Ruffalo como Bruce Banner / Hulk
- Scarlett Johansson como Natasha Romanoff / Viúva Negra
- Jeremy Renner como Clint Barton / Gavião Arqueiro
- Josh Brolin como Thanos
- Paul Rudd como Scott Lang / Homem-Formiga
- Brie Larson como Carol Danvers / Capitã Marvel
- Karen Gillan como Nebulosa
Conclusão
Vingadores: Ultimato — Encore prova que alguns filmes realmente foram feitos para serem vistos na tela grande.
Sete anos depois, a batalha contra Thanos ainda possui escala, emoção e momentos capazes de fazer o fã esperar ansiosamente por cenas que já conhece de memória.
Capitão América, Thor e Homem de Ferro continuam tendo alguns dos melhores momentos do MCU. Thanos permanece ameaçador, a trilha de Alan Silvestri continua espetacular e o terceiro ato ainda consegue entregar uma verdadeira sequência de cenas inesquecíveis.
As quatro novidades da versão Encore não transformam Ultimato em outro filme, mas funcionam como um bônus interessante e criam uma ponte para aquilo que veremos em Vingadores: Doomsday.
No fim, o principal motivo para voltar é simples:
é Vingadores: Ultimato novamente no cinema.
E mesmo depois de sete anos, ainda é difícil assistir àquela batalha final sem sentir que estamos diante de um verdadeiro evento.
