9 de setembro é oficialmente o dia de Attack on Titan, anime criado por Hajime Isayama. A franquia se tornou uma das mais populares da indústria e alcançou também pessoas que não tinham o hábito de assistir a animes.
Conhecida no original como Shingeki no Kyojin, a série começa em um mundo onde a humanidade vive atrás de muralhas gigantes. Do lado de fora, criaturas conhecidas como Titãs devoram seres humanos sem um motivo inicialmente conhecido.
A trama acompanha Eren Yeager depois que sua cidade é destruída e sua mãe morre. Ele se alista no exército ao lado dos amigos de infância Mikasa Ackerman e Armin Arlert, decidido a eliminar os Titãs.
Attack on Titan muda de escala ao longo da história
A premissa de sobrevivência é apenas o ponto de partida de Attack on Titan. A história amplia gradualmente seu escopo e leva o público a rever o que sabe sobre aquele mundo e sobre os acontecimentos anteriores.
Mistérios introduzidos nos primeiros episódios podem ficar sem explicação durante dezenas de capítulos. Quando as respostas aparecem, elas podem alterar o significado de detalhes, conversas e decisões que antes pareciam simples.
O mesmo acontece com os personagens. Figuras apresentadas inicialmente como heróis, vilões ou coadjuvantes passam a revelar outras dimensões conforme a narrativa avança, sem permanecer presas à primeira impressão causada no público.
Esse desenvolvimento faz com que a série construa perguntas recorrentes sobre os fatos narrados. Quando uma explicação parece organizar o universo da obra, novas informações podem mudar a leitura do que ocorreu antes.
A série combina gêneros além do anime
Attack on Titan não depende de familiaridade prévia com animes para ser acompanhado. A obra reúne elementos de thriller, mistério, história de guerra e drama centrado em personagens.
Liberdade, medo, vingança, discriminação, nacionalismo, sacrifício e as consequências da violência estão entre os temas presentes na série. Com o avanço da trama, os Titãs deixam de concentrar sozinhos o interesse narrativo.
As criaturas são responsáveis pelo horror e pelo espetáculo no início da história. Depois, o foco se volta mais para os seres humanos e para os motivos que os levam a entrar em conflito entre si.
Por essa combinação, a produção pode interessar a quem gosta de obras como Game of Thrones e Dark, construídas a partir de mistérios, conflitos políticos e personagens moralmente complexos.
O mundo de Attack on Titan funciona como um quebra-cabeça
A construção de mundo conecta, aos poucos, as muralhas, os Titãs, o exército, o mundo exterior e a história da humanidade. No começo, esses elementos podem parecer partes separadas de um mesmo cenário.
Pequenos detalhes apresentados no início recebem importância posterior. Referências históricas, conversas e atitudes aparentemente estranhas dos personagens podem adquirir outro sentido quando o público descobre mais informações sobre o universo.
A estrutura dá à obra a sensação de que aspectos da história foram preparados antes de sua função ficar clara. A compreensão do público muda conforme novas peças são incorporadas ao conjunto.
Mesmo para quem não se interessa pelos temas políticos e pelos mistérios, Attack on Titan oferece sequências de ação baseadas no equipamento de manobra tridimensional da Tropa de Exploração.
O recurso permite que os personagens se movam por cidades e florestas em alta velocidade, balançando entre prédios e Titãs para atingir os pontos fracos das criaturas. Animação, trilha sonora, design de som e direção compõem essas cenas.
Os combates também mantêm tensão porque qualquer personagem pode morrer. A ameaça não se limita aos Titãs, já que as escolhas e os conflitos entre pessoas ganham peso crescente na narrativa.
Da sobrevivência ao drama de guerra
Ao longo de sua trajetória, Attack on Titan passa por diferentes formas de narrativa. A série começa como uma história de terror e sobrevivência, torna-se um mistério, assume contornos de thriller político e chega ao drama de guerra.
Apesar dessas mudanças, a obra permanece ligada às pessoas e às decisões tomadas quando elas são levadas ao limite. Essa combinação de ação, investigação, guerra e conflitos humanos define a experiência proposta pela série de Hajime Isayama.
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