Paramount e Warner avançaram nos Estados Unidos após o Departamento de Justiça aprovar o acordo envolvendo a Warner Bros. Discovery e a Paramount-Skydance. A decisão remove um obstáculo federal importante, porém não encerra a disputa regulatória em torno da fusão. Com isso, David Ellison ganha fôlego para seguir com uma negociação bilionária que pode redesenhar parte de Hollywood. Ainda assim, o negócio segue longe de uma conclusão tranquila.
O aval do DOJ era visto como uma etapa decisiva para a Paramount. Mesmo assim, procuradores-gerais da Califórnia, de Nova York e de outros estados avaliam uma possível ação antitruste. Esse movimento mantém pressão política e jurídica sobre a compra, principalmente por causa do tamanho dos estúdios envolvidos. Portanto, a aprovação federal não significa um cheque em branco para a nova gigante do entretenimento.
Paramount e Warner ainda enfrentam barreiras fora dos EUA
Agora, a batalha principal muda de território. No Reino Unido, reguladores seguem analisando o acordo e podem impor novas exigências antes de qualquer liberação. Além disso, a União Europeia mantém uma investigação de Fase 1 com prazo até 7 de julho. Segundo a apuração original, especialistas já consideram provável uma investigação de Fase 2, o que alongaria o calendário.

A Comissão Europeia também avalia o caso pelos Regulamentos de Subsídios Estrangeiros. Nessa frente, o ponto sensível envolve o investimento de fundos sauditas na operação. A decisão europeia está prevista para 14 de julho, quando o bloco pode liberar o acordo ou abrir uma investigação completa. Assim, a Paramount precisa convencer mais de um regulador ao mesmo tempo.
Por que o acordo mexe com Hollywood
O valor prometido pela Paramount chega a US$ 111 bilhões. Por isso, o negócio desperta atenção além dos acionistas e executivos. Se a compra for concluída, a reorganização pode afetar franquias, catálogos, canais e estratégias de streaming. Para o público geek, o tema importa porque envolve marcas que sustentam filmes, séries e animações de grande alcance.
O prazo também pesa. Se o acordo não for aprovado até 30 de setembro, a Paramount terá de pagar uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação a cada trimestre. Além disso, uma reprovação regulatória pode gerar uma multa de rescisão de US$ 7 bilhões para a Paramount. Portanto, cada semana de análise aumenta o custo e a tensão nos bastidores.
O que observar daqui para frente
O próximo capítulo depende das decisões no Reino Unido e na União Europeia. Também será importante acompanhar se os estados norte-americanos realmente vão tentar barrar o negócio. Caso isso aconteça, a Paramount terá uma nova frente de desgaste mesmo após vencer no DOJ. Enquanto isso, o mercado observa como a possível fusão pode alterar a disputa entre grandes grupos de mídia.
Fonte: Deadline
