🚨 AVISO DE SPOILER: Esta crítica aborda os acontecimentos cruciais do último episódio da 5ª e última temporada de The Boys, incluindo mortes e o final dos personagens. Leia por sua conta e risco!
De Promessa a Decepção: O Desgaste Inevitável
The Boys chegou ao fim nesta semana, encerrando sua jornada na 5ª temporada. Se pararmos para analisar, o início da primeira temporada foi absurdamente promissor e revolucionário. Porém, o formato foi se desgastando com o tempo. Na terceira temporada, a série já começava a respirar com a ajuda de aparelhos. Agora, nesta última leva de episódios, tivemos o que podemos chamar de a verdadeira pá de cal na franquia.

A Queda Humilhante do Capitão Pátria
A minha maior decepção de todo o finale tem nome e sobrenome: Capitão Pátria (Homelander). Ele começou a série de forma imponente, botando terror psicológico e físico em todos. No entanto, foi se transformando em um personagem resumido à sua falta de sentimento paterno. Nesta última temporada, ficou claro que ele simplesmente se perdeu.

Não tivemos aquele ar de imponência e medo genuíno, mas sim um vilão completamente descontrolado, agindo apenas como um louco varrido. Todo o marketing nos enganou: tínhamos um pôster pré-temporada que o mostrava pairando sobre a Terra, observando explosões, prometendo o apocalipse. Na prática? Nada disso aconteceu.

O Capitão sofreu um verdadeiro downgrade em sua força. Tivemos que assistir a um “deus” apanhando pra geral, para no fim morrer logo na metade do episódio, sendo humilhado em uma luta melancólica e anticlimática.
Furos de Roteiro: Kimiko e o Desperdício de Ryan
Outro ponto revoltante foi o destino de Ryan. O garoto, que é o fruto de tudo o que incomodava Billy Bruto a vida inteira, poderia (e deveria) ter tido um protagonismo muito maior. Em vez disso, deixaram o menino apenas com aquele ar de ser “um problema” na vida do Pátria e do Bruto. Um potencial gigantesco jogado no lixo.

Como se não bastasse, o roteiro tirou da cartola um poder sem o menor contexto para a Kimiko. Simplesmente trancaram a garota em uma câmara e, do nada, ela recebeu os mesmos poderes de radiação e anulação do Composto V do Soldier Boy. Algo que, narrativamente, faria muito mais sentido ter sido desenvolvido através do próprio Ryan.
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Finais Toscos e Conveniências de Roteiro
O destino dos demais personagens foi igualmente tosco. Tivemos Leitinho (Mother’s Milk) terminando como babá do Ryan e Luz Estrela (Starlight) em uma luta grotesca com o Profundo (The Deep) — um personagem que, convenhamos, já estava saturado e com o arco arrastado há muito tempo.

Mas o prêmio de conveniência de roteiro vai para Hughie matando Bruto dentro da própria sede da Vought. Não houve nenhuma explicação lógica de como eles conseguiram adentrar um local ultrassecreto e protegido. Foi o mesmo furo de roteiro preguiçoso de quando invadiram a Casa Branca sem esforço algum.

