A franquia Need for Speed, um dos nomes mais icônicos do gênero de corrida, enfrenta um cenário de incertezas que preocupa os entusiastas de longa data. Recentemente, durante as celebrações de 30 anos do estúdio Criterion, a vice-presidente Rebecka Coutaz abordou o direcionamento atual da desenvolvedora e afastou a possibilidade de novos títulos para séries de corrida da empresa no futuro próximo. Esse posicionamento marca uma mudança clara na estratégia da Electronic Arts, que parece ter consolidado suas prioridades de produção em outros pilares de seu catálogo.
Need for Speed terá novos jogos ou o foco mudou?
A dúvida sobre o futuro da marca ganhou força após o estúdio reafirmar seu comprometimento total com a franquia Battlefield, deixando pouco espaço para especulações sobre um retorno de Need for Speed ou da clássica série Burnout. O último lançamento significativo da saga de corrida, Need for Speed Unbound, chegou ao mercado em 2022 sem obter o destaque esperado, o que pode ter influenciado as decisões internas da companhia. Desde então, a Criterion tem atuado como parte integrante da estrutura chamada Battlefield Studios, focada em entregar conteúdo constante para a série de tiro em primeira pessoa da EA.
“Não estamos aqui para falar do passado. Estamos focados unicamente em Battlefield”.
Essa declaração direta de Rebecka Coutaz encerra, ao menos temporariamente, os debates sobre o desenvolvimento de novos jogos de corrida sob a responsabilidade da Criterion. A transição da equipe para projetos de larga escala, como o desenvolvimento de Battlefield 6 que uniu diversos estúdios da Electronic Arts, demonstra que a empresa busca centralizar seus recursos humanos e tecnológicos em franquias que garantam alto engajamento a longo prazo.
Enquanto Battlefield continua sendo a peça central da estratégia, fãs de títulos como Burnout — que não recebe um jogo inédito desde 2011 — ficam sem perspectivas de ver suas franquias favoritas sendo revisitadas.
Para quem acompanhou a evolução dos simuladores e jogos de corrida arcade, a notícia soa como o encerramento de uma era de ouro na Criterion. A trajetória do estúdio, que foi fundamental para a popularização de mecânicas de impacto e velocidade, parece agora seguir um caminho voltado para o gênero FPS, onde a concorrência é acirrada e o modelo de serviços exige dedicação total.
Embora o remaster de Burnout Paradise, lançado em 2018, tenha servido como um aceno nostálgico, ele não foi suficiente para sustentar o desejo da comunidade por uma sequência ou por novas propriedades intelectuais focadas na adrenalina das pistas.
Por que a EA tomou essa decisão?
O mercado de jogos mudou drasticamente nos últimos anos, e as grandes publicadoras estão priorizando projetos que possibilitem o desenvolvimento contínuo através de atualizações, passes de temporada e eventos sazonais. Battlefield oferece um ecossistema mais propício para esse modelo de monetização e retenção, algo que Need for Speed tem tentado implementar, mas com resultados variáveis em termos de audiência global.
O cenário atual aponta para uma concentração de talentos e orçamentos em títulos que possuem maior potencial de escala, possivelmente deixando jogos de corrida em segundo plano dentro da estrutura da Electronic Arts.
Fonte: Omelete
