Sabe quando duas pessoas gigantes do mesmo mercado falam sobre o mesmo assunto… e parece que estão vivendo realidades diferentes? Foi mais ou menos isso que aconteceu entre Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, e James Cameron.
Sarandos disse que ficou “surpreso” e “decepcionado” com as críticas do diretor sobre a ideia de a Netflix comprar a Warner Bros. Discovery. Cameron, por sua vez, alertou que uma aquisição desse tamanho poderia ser “desastrosa” para o cinema tradicional — especialmente para os lançamentos nas salas e para quem trabalha na indústria.
Em entrevista ao programa The Claman Countdown, Sarandos afirmou que já deixou claro (inclusive diretamente para Cameron) que a Netflix manteria uma janela de 45 dias nos cinemas para filmes — ou seja, um período em que o filme fica exclusivo nas telonas antes de chegar ao streaming. Segundo ele, esse compromisso já teria sido repetido publicamente e até em declarações formais a um subcomitê do Senado dos EUA que avalia questões de concorrência.
Cameron levou a preocupação ao Senado em uma carta enviada ao senador Mike Lee, dizendo que, se a Netflix assumisse os estúdios e operações de cinema da Warner, isso poderia enfraquecer os lançamentos em salas e mexer com empregos no setor — um ponto que costuma acender o alerta de quem ama a experiência do cinema e também de quem vive dela.
Sarandos reagiu dizendo que as falas do diretor foram “pouco honestas” ao sugerirem que a Netflix planeja uma janela teatral de 17 dias. Ele negou ter afirmado isso e reforçou que a empresa continua comprometida com a distribuição tradicional nos cinemas, como teria sido combinado.
De acordo com o que vem sendo dito sobre o caso, a proposta de compra foi anunciada em dezembro de 2025 e ainda está passando pelo olhar de reguladores e de gente importante da indústria — ou seja: não é um “já foi”, é um “vamos ver”.
Fonte: Deadline
