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Michael alcança US$ 1 bilhão e faz história no cinema

A cinebiografia Michael ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, tornando-se o maior sucesso da história da Lionsgate e a cinebiografia mais lucrativa de todos os tempos.

Gil ·

Michael, a cinebiografia que mergulha na trajetória do Rei do Pop, acaba de atingir a impressionante marca de US$ 1 bilhão em arrecadação nas bilheterias mundiais. Este feito consolida o longa como um dos maiores fenômenos comerciais dos últimos anos e marca um momento inédito para o estúdio Lionsgate, que pela primeira vez em sua história vê um projeto ultrapassar esse patamar financeiro monumental. O desempenho global demonstra a força duradoura do legado de Michael Jackson e o enorme interesse do público em revisitar a vida do artista através de uma produção cinematográfica ambiciosa.

Um marco para as cinebiografias

O sucesso financeiro do filme coloca a produção em um patamar privilegiado dentro da indústria, superando recordes que anteriormente pertenciam a grandes sucessos de crítica e público. Com esses números, o longa se estabelece oficialmente como a cinebiografia de maior arrecadação de todos os tempos, deixando para trás títulos de peso como Oppenheimer. Além disso, a obra se firma como a segunda maior bilheteria deste ano, ficando atrás apenas de Super Mario Galaxy, o que reforça a diversidade de gêneros que conseguem atrair multidões aos cinemas atualmente.

Desempenho nos mercados globais

A arrecadação foi impulsionada por um desempenho robusto tanto no mercado doméstico dos Estados Unidos, que contribuiu com cerca de US$ 371,8 milhões, quanto ao redor do mundo. Em 83 territórios internacionais, o filme acumulou mais de US$ 629,8 milhões, provando que a música e a história de Michael Jackson possuem um apelo verdadeiramente universal que transcende fronteiras culturais. Entre os países que mais contribuíram para esse resultado, destacam-se Reino Unido, França, Alemanha, Brasil e México, reafirmando o impacto global do cantor.

Recepção mista e sucesso com o público

Embora a trajetória comercial seja incontestável, a recepção do longa apresentou um contraste curioso entre especialistas e espectadores. Enquanto o filme dividiu opiniões entre os críticos, acumulando uma marca de 39% de aprovação no Rotten Tomatoes, a resposta do público foi massivamente positiva. Com uma nota A- no CinemaScore e impressionantes 97% de aprovação na plataforma RT, o público demonstrou uma conexão emocional profunda com a forma como a vida do artista foi retratada nas telonas.

Bastidores e visão criativa

Dirigido por Antoine Fuqua, o filme adota um formato que alterna momentos íntimos fora dos holofotes com as performances mais icônicas da carreira solo de Jackson. O roteiro, assinado por John Logan, busca cobrir desde os primeiros passos precoces no grupo Jackson 5 até a ascensão global durante a turnê Bad em 1988. A produção conta com nomes de peso, incluindo Jaafar Jackson em sua estreia como protagonista, interpretando seu tio, além de um elenco de apoio formado por Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller e Laura Harrier. A produção executiva de Graham King, em parceria com figuras ligadas ao espólio do cantor, garante que a obra mantenha o tom necessário para honrar o legado do artista.