Reboot de G.I. Joe ganhou novos detalhes pelas mãos de Danny McBride, roteirista contratado pela Paramount para desenvolver o próximo filme da franquia. Segundo o escritor, o projeto não seguirá uma linha de comédia, apesar de sua carreira muito ligada ao humor. Em vez disso, a nova versão deve apostar em suspense, ação e uma aventura feita para reacender o interesse pelo universo dos Joes. A informação também chama atenção porque McBride indicou que as filmagens podem começar em 2027. Portanto, a Paramount parece tratar o projeto como uma tentativa real de reposicionar a marca nos cinemas.
A novidade chega em um momento importante para a franquia. G.I. Joe já passou por animações, quadrinhos, brinquedos e três longas live-action com resultados bem diferentes. Agora, a ideia parece ser reconstruir a base antes de expandir caminhos mais arriscados, como derivados de grupos específicos. Além disso, McBride revelou que a trama deve usar Springfield, cidade dos quadrinhos secretamente dominada pela COBRA, como cenário central. Esse detalhe aproxima o reboot de um material clássico e pode agradar fãs que acompanham a marca há décadas.
Reboot de G.I. Joe terá suspense, ação e ligação com a COBRA
McBride explicou que o novo filme nasce de uma abordagem mais séria do que muitos poderiam imaginar. Embora ele seja conhecido por trabalhos em comédia, o roteirista afirmou que a proposta envolve tensão e ação. Ainda assim, ele também deixou claro que o longa deve ser divertido para o público. Assim, o projeto tenta equilibrar aventura popular com uma atmosfera mais conspiratória. Esse caminho faz sentido quando o cenário escolhido é uma cidade controlada secretamente pela COBRA.
Springfield tem peso especial dentro do imaginário de G.I. Joe. Nos quadrinhos, a cidade funciona como um lugar aparentemente comum, mas escondia uma estrutura dominada pela organização inimiga. Por isso, a escolha oferece uma premissa simples e forte. O filme pode explorar desconfiança, infiltração e ameaça interna sem abandonar batalhas maiores. No entanto, McBride não detalhou quais personagens estarão envolvidos nessa história.
“Existe aquela cidade nos quadrinhos, Springfield, que é secretamente dominada pela COBRA… é lá que nosso filme se passa. [A Paramount está muito entusiasmada com o roteiro e] temos algumas pessoas bem interessantes interessadas em participar também. Não quero me precipitar, mas parece que vai ser bem divertido.”
A fala indica entusiasmo, mas também mantém cautela. Até agora, não há elenco confirmado. Também não está claro se atores dos filmes anteriores retornarão ou se a Paramount pretende fazer uma reinicialização completa. Mesmo assim, a menção a pessoas interessadas sugere que o estúdio já movimenta conversas nos bastidores. Portanto, novas informações podem surgir quando a produção entrar em uma fase mais avançada.
Por que Danny McBride entrou no projeto
Danny McBride chegou ao novo G.I. Joe depois de apresentar uma proposta à Paramount. Antes do reboot atual, ele tentou emplacar um filme focado nos Dreadnoks, grupo de mercenários conhecido nos quadrinhos. Porém, o estúdio não queria começar por um derivado. A prioridade, naquele momento, era relançar a franquia principal. Com isso, McBride passou a desenvolver uma ideia voltada diretamente para G.I. Joe.

Essa origem ajuda a explicar o tom do novo projeto. McBride demonstrou ligação pessoal com a marca e citou desenhos animados e quadrinhos como parte importante de sua infância. Ele também contou que G.I. Joe era sua grande paixão quando criança. Ainda assim, o roteirista não parece interessado apenas em nostalgia. Pelo que foi revelado, sua proposta busca usar elementos clássicos para criar uma trama de ação com mais tensão.
O caminho abandonado dos Dreadnoks
A ideia dos Dreadnoks mostra que McBride já pensava em cantos específicos desse universo. O grupo, associado ao lado mais caótico e mercenário da franquia, poderia render uma abordagem diferente. Contudo, a Paramount avaliou que a marca precisava voltar primeiro com seus pilares principais. Essa decisão sugere uma estratégia mais conservadora, porém compreensível. Afinal, lançar um derivado antes de reaquecer a franquia poderia limitar o alcance do projeto.
Depois disso, McBride apresentou uma nova abordagem para o filme principal. Segundo ele, a equipe encontrou algo que realmente gostou. A descrição aponta para um longa de suspense e ação, não para uma sátira ou paródia. Assim, a participação de McBride pode surpreender quem esperava humor em primeiro plano. Ainda assim, sua experiência como roteirista pode ajudar no ritmo e na construção de personagens.
O histórico de G.I. Joe nos cinemas pesa no novo filme
G.I. Joe nasceu como linha de action figures da Hasbro, lançada originalmente em 1964. Com o tempo, a marca virou uma franquia multimídia com quadrinhos, séries animadas e filmes. Nos cinemas, porém, o desempenho nunca foi totalmente estável. O primeiro grande live-action, G.I. Joe: A Origem de Cobra, chegou em 2009 com Channing Tatum, Dennis Quaid, Marlon Wayans, Joseph Gordon-Levitt e Sienna Miller. Apesar da bilheteria mundial de 302,5 milhões de dólares, o filme recebeu críticas negativas.
Em 2013, G.I. Joe: Retaliação tentou seguir adiante com outro tom e reforço de Dwayne Johnson no elenco. O resultado comercial foi maior, com 375,7 milhões de dólares arrecadados mundialmente. Mesmo assim, a recepção crítica continuou dividida. Depois, Snake Eyes: G.I. Joe Origins chegou em 2021 como prelúdio estrelado por Henry Golding. Porém, o filme teve desempenho fraco e arrecadou apenas 40 milhões de dólares.
Esse histórico explica a cautela da Paramount. A franquia tem reconhecimento global, mas precisa reconquistar confiança. Além disso, o público atual espera adaptações mais consistentes de marcas nostálgicas. Por isso, um reboot precisa comunicar rápido qual será sua identidade. A escolha de Springfield e da COBRA como eixo pode ajudar nesse sentido, pois cria um conflito claro desde o início.
O que ainda falta confirmar sobre o novo G.I. Joe
Apesar das novidades, vários pontos seguem em aberto. A Paramount ainda não confirmou oficialmente elenco, diretor, data de estreia ou início das filmagens. McBride disse esperar que a produção comece no ano que vem, mas isso ainda depende do andamento do estúdio. Também não há confirmação sobre retorno de personagens já vistos nos filmes anteriores. Portanto, o projeto deve ser tratado como uma atualização promissora, não como pacote fechado.
Outro ponto importante envolve o possível crossover com Transformers. A Paramount vinha desenvolvendo essa possibilidade após os eventos sugeridos em Transformers: O Despertar das Feras, lançado em 2023. No entanto, o status atual desse encontro segue indefinido. Assim, o reboot escrito por McBride parece caminhar como prioridade separada neste momento. Caso funcione, ele pode preparar uma base melhor para futuras conexões.
Para fãs antigos, a menção a Springfield pode ser o detalhe mais empolgante. Ela mostra que o roteiro olha para os quadrinhos, não apenas para a lembrança dos brinquedos ou filmes recentes. Já para novos espectadores, o conceito de uma cidade infiltrada pela COBRA oferece uma porta de entrada direta. Não é preciso conhecer décadas de cronologia para entender o conflito. Além disso, a premissa permite apresentar heróis, vilões e alianças de forma gradual.
Se a Paramount acertar o tom, o filme pode corrigir uma dificuldade recorrente da franquia. G.I. Joe sempre teve personagens fortes, identidade visual marcante e uma mitologia ampla. Porém, os longas live-action anteriores nem sempre transformaram esse material em histórias memoráveis. Agora, o reboot parece tentar começar por uma ideia mais fechada e atmosférica. Esse foco pode ser decisivo para evitar uma aventura dispersa.
O próximo passo natural será a confirmação da equipe criativa completa. Um diretor deve definir como o suspense citado por McBride chegará à tela. Depois, o elenco indicará se a Paramount busca nomes novos, estrelas conhecidas ou uma mistura dos dois. Além disso, o início das filmagens em 2027 ainda precisa virar anúncio oficial. Até lá, a fala do roteirista funciona como o melhor termômetro público do projeto.
Mesmo sem muitos detalhes, o reboot de G.I. Joe já ganha um ponto a favor ao mirar uma premissa reconhecível. A cidade dominada pela COBRA oferece mistério, escala e ameaça sem exigir grandes explicações. Além disso, McBride parece escrever a partir de uma relação real com o material original. Isso não garante sucesso, claro, mas indica uma tentativa mais consciente de entender o apelo da franquia. No fim, o desafio da Paramount será transformar nostalgia em um filme forte para o público atual.
Fonte: ScreenRant
