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Milly Alcock comenta que Supergirl pode ser bissexual no Universo DC

Milly Alcock sugeriu que Kara Zor-El provavelmente seria bissexual no DCU, embora Supergirl não pareça focar em romance.

Gil ·

Supergirl bisexual virou um dos assuntos mais comentados entre fãs da DC após Milly Alcock comentar como enxerga Kara Zor-El no novo DCU. A atriz, que interpreta a heroína na próxima fase comandada por James Gunn, sugeriu que a personagem provavelmente se relacionaria com homens e mulheres. Ainda assim, ela também deixou claro que o filme não depende de romance para funcionar. Por isso, a discussão ganhou peso sem transformar a trama em uma história centrada em casal, interesse amoroso ou confirmação oficial de relacionamento.

Não foi. Mas em homenagem ao Mês do Orgulho, já que estou recebendo todas essas perguntas… Não sei, acho que o que torna este filme tão bonito é que ele não é centrado em um homem. Não é centrado no amor, de forma alguma. Mas, veremos. Eu realmente não sei. Mas não sei… Ela provavelmente seria bissexual

Supergirl bisexual no DCU ainda não é confirmação oficial

Apesar da repercussão, a fala de Milly Alcock deve ser tratada com cuidado. A atriz compartilhou uma leitura pessoal sobre Kara, não um anúncio formal da DC Studios. Mesmo assim, a declaração abre uma porta simbólica para o futuro da heroína. Caso o DCU explore essa possibilidade em algum momento, Kara Zor-El passaria por uma abordagem diferente da maioria de suas versões anteriores nos quadrinhos, na televisão e no cinema.

Segundo o material de referência, Alcock comentou o tema durante a divulgação de Supergirl em entrevista à Associated Press. Ela destacou que o filme é interessante justamente por não colocar um homem no centro da jornada. Além disso, a atriz indicou que a história não parece construída ao redor de uma relação amorosa. Dessa forma, o foco principal deve ficar na identidade de Kara, em seus vínculos de amizade e em sua aventura dentro desse novo capítulo da franquia.

A possível leitura de uma Supergirl bisexual muda mais a conversa sobre representação do que a sinopse imediata do filme. Pelo que se sabe pela base citada, a trama não deve colocar Kara em um romance central. Ainda assim, personagens de grandes universos costumam crescer em vários filmes, séries e participações cruzadas. Assim, uma pista desse tipo pode ganhar força no futuro, especialmente se o DCU decidir desenvolver a vida pessoal da heroína com mais profundidade.

Esse ponto também importa porque Kara sempre carregou o desafio de sair da sombra do Superman. Embora os dois compartilhem origem kryptoniana, Supergirl funciona melhor quando tem conflitos próprios. Nesse sentido, uma história menos dependente de romance pode favorecer a personagem. Afinal, o público precisa conhecer sua personalidade, sua relação com Krypto, sua ligação com Ruthye e seu modo de enxergar a Terra antes de qualquer par romântico.

O comentário de Alcock combina com a ideia de um filme focado em autodescoberta. A referência indica que Kara deve viver uma jornada marcada por laços platônicos e por sua conexão com Krypto. Além disso, a relação com Ruthye tende a ter papel importante na aventura. Com isso, o longa pode apresentar uma heroína menos definida por romances e mais guiada por escolhas, traumas e responsabilidades.

Supergirl já teve romances nos quadrinhos e na TV

Historicamente, Kara Zor-El apareceu em romances com personagens masculinos em diferentes mídias. Nos quadrinhos, ela já foi ligada a nomes como Brainiac 5, Dick Malverne, Power Boy, Michael Harris, Ben Reubel e H’el. Além disso, algumas versões exploraram relações com Jimmy Olsen. Cada continuidade tratou esses vínculos de modo diferente, como costuma acontecer nas histórias da DC.

Supergirl e Jimmy Olsen.

Na televisão, a série Supergirl do Arrowverse também trabalhou interesses amorosos masculinos para Kara Danvers. Entre eles, aparecem Adam Foster, Mon-El e William Dey. Já no filme estrelado por Helen Slater, Kara viveu um romance com Ethan enquanto usava a identidade de Linda Lee. Portanto, a sugestão de uma Supergirl bisexual representaria uma mudança relevante diante do histórico mais conhecido da personagem.

Supergirl será uma das primeiras grandes oportunidades para o público entender a escala emocional do DCU de James Gunn. Depois da apresentação rápida em Superman, o filme solo deve mostrar como Kara se diferencia do primo famoso. Além disso, a produção pode indicar se a franquia pretende tratar seus heróis com mais espaço para vulnerabilidade, humor e conflitos pessoais. Nesse cenário, a possível bissexualidade de Kara entra como uma camada extra, não como o centro obrigatório da narrativa.

Por enquanto, a leitura mais segura é simples. Milly Alcock vê Kara como alguém que provavelmente poderia se relacionar com mais de um gênero, mas o filme não parece depender disso. A declaração, ainda assim, movimenta fãs porque toca em representação, tradição dos quadrinhos e futuro do DCU. Caso a DC decida seguir por esse caminho, Supergirl pode abrir uma fase mais ampla para Kara Zor-El nas telas.

Fonte: The Direct