Supergirl na China enfrenta uma passagem curta pelos cinemas após uma estreia abaixo do esperado no país. Segundo a matéria de referência, o filme deve deixar as salas chinesas já na próxima quinta-feira, depois de registrar números fracos em um dos maiores mercados cinematográficos do mundo. Embora o longa ainda esteja em cartaz no Brasil, o desempenho chinês acendeu um alerta para a nova fase da DC nos cinemas. Afinal, a bilheteria local costuma pesar bastante na leitura global de grandes produções de super-heróis. Por isso, a decisão de reduzir a janela de exibição chama atenção dentro do mercado geek.
De acordo com os dados citados, o filme arrecadou 311 mil dólares na sexta-feira na China. Em seguida, o resultado subiu para 700 mil dólares no sábado, mesmo com cerca de 41 mil sessões disponíveis. Ainda assim, a projeção indicava que o fim de semana não chegaria a 1 milhão de dólares no país. Portanto, a reação do público ficou distante do esperado para uma produção ligada ao universo da DC. Além disso, a baixa procura tornou a permanência do longa nos cinemas bem mais limitada.
Supergirl na China fica abaixo de outros filmes recentes
O desempenho de Supergirl na China também chama atenção pela comparação direta com outros títulos citados na referência. A abertura ficou abaixo de Kraven, O Caçador, que teria feito 774 mil dólares no primeiro dia. Além disso, o resultado também ficou atrás de Shazam! Fúria dos Deuses, mencionado com 1,9 milhão de dólares, e de Superman, que chegou a 2,4 milhões de dólares no mercado chinês. Nesse recorte, Supergirl só teria superado Madame Teia, que abriu com 284 mil dólares no país. Mesmo assim, a margem não muda o cenário negativo para o filme.
Chinese theater owners have decided to remove Supergirl from all screens by next Thursday.
The movie is projected to make sub $1M over the opening weekend playing on tens of thousands on screens given to it.
Projected to end its run with sub $2M. pic.twitter.com/B95c3502Kt
— Unbiased Snyder Fan (@UltraBiasedFan) June 27, 2026
As projeções apontavam uma arrecadação final inferior a 2 milhões de dólares na China. Caso esse número se confirme, a passagem do longa pelo mercado chinês será uma das mais discretas entre produções recentes de super-heróis citadas na matéria original. Porém, é importante tratar os dados como estimativas, já que a referência não detalha a fonte das projeções. Ainda assim, o recorte ajuda a medir o impacto do lançamento em um território que já foi decisivo para blockbusters de Hollywood. Nesse contexto, o corte na exibição mostra uma resposta rápida das redes de cinema.
A recepção fraca de Supergirl na China surge em um momento importante para o novo DCU. O estúdio tenta reorganizar sua presença nos cinemas, enquanto o público acompanha a chegada de novos personagens e mudanças de direção criativa. Por isso, cada lançamento passa a ser observado com lupa por fãs, imprensa e mercado. Quando um filme estreia com números tão baixos em um território relevante, a conversa vai além da arrecadação isolada. Ela passa também pela força da marca, pelo interesse do público e pela capacidade de criar tração internacional.
Ao mesmo tempo, bilheteria internacional não conta a história inteira de um filme. O desempenho em outros países, o orçamento, a campanha de marketing e a recepção do público também influenciam a leitura final. No caso da China, porém, a retirada antecipada indica que a demanda local não sustentou muitas sessões por mais tempo. Assim, o filme perde espaço justamente onde poderia ampliar sua arrecadação global. Para os fãs da DC, o resultado deve alimentar debates sobre o apetite do público por novas aventuras do estúdio.
Filme segue em cartaz no Brasil
Apesar do cenário difícil no mercado chinês, Supergirl continua em cartaz nos cinemas do Brasil, segundo a referência. Portanto, o público brasileiro ainda pode assistir ao longa nas salas nacionais. A comparação entre mercados, contudo, mostra como a trajetória de um blockbuster pode variar bastante de país para país. Enquanto alguns territórios mantêm interesse por personagens da DC, outros podem responder com menos força. Dessa forma, a performance global dependerá da soma desses resultados e da permanência do filme em cartaz.
No fim, a retirada antecipada de Supergirl na China reforça uma realidade dura para grandes franquias. Nem todo personagem conhecido garante público imediato, mesmo dentro de um universo popular. Além disso, o mercado de super-heróis vive uma fase mais seletiva, na qual o espectador parece escolher com mais cuidado o que assistir no cinema. Para a DC, o episódio serve como mais um termômetro da nova etapa nos cinemas.
Via: O Vício
